:: O ABACAXI FOGLIATTO

          O abacaxi Pérola é um fruto tropical, originário das Américas, e considerado, por muitos, o melhor fruto que o criador colocou sobre a face da terra.
          Apresenta polpa de coloração branca, muito suculenta, macia, com acidez inferior à do Havaiano (cultivar mais plantado no mundo) e o teor de sólidos solúveis totais oscila entre 12 e 17 º BRIX, com média 13 º BRIX, nas condições de Tangará da Serra e municípios vizinhos, em Mato Grosso.
          Em 2004 a Chácara São Rafael (Grupo Fogliatto) iniciou o cultivo do abacaxi Pérola visando os mercados de fruta fresca e indústria de suco concentrado. Na lavoura, a produtividade efetiva (descontados os frutos com defeitos graves) é de 62 toneladas / ha nos talhões plantados de fevereiro a outubro, com irrigação. O fenômeno de indução natural do florescimento, que ocorre, com maior intensidade, nos meses de maio a julho, impõe restrições a plantios nos meses de novembro a janeiro (período menos apropriado ao plantio). Em cada um hectare de lavoura são produzidos 20 a 25 mil frutos de mesa e de 10 a 15 mil frutos para a indústria, o que melhora a rentabilidade da lavoura.
          Os frutos que não atingem o padrão de frutos de mesa (peso inferior a 1,5 kg e/ou presença de defeitos leves) são fornecidos à TROPICAL POLPA DE FRUTAS TANGARÁ Ltda, a indústria do Grupo Fogliatto que produz sucos concentrados, reconhecidos, por empresas “TOP” do ramo (nossos clientes), como um dos melhores sucos concentrados em todo mundo. Este reconhecimento decorre do controle de qualidade na produção da lavoura e da indústria, rigoroso controle fitossanitário, rastreabilidade, responsabilidade social e ambiental, e, especialmente, pela rigorosa seleção dos frutos que serão processados (descarte dos frutos com defeitos graves).
          A cultura do abacaxi é considerada uma cultura rentável e de baixo risco, independentemente da presença ou não de um agroindústria na região. Porém, a presença de uma indústria de sucos na cadeia produtiva como a TROPICAL, que é capaz de processar abacaxi, acerola, manga e maracujá entre outras frutas, além de melhorar a rentabilidade da cultura do abacaxi, viabiliza a exploração de outras fruteiras como o maracujá e a acerola que seriam inviáveis sem a presença da agroindústria.
          Em Tangará da Serra e municípios vizinhos a cultura segue crescendo e influenciando de modo muito positivo o aumento do nível de ocupação das pessoas e, conseqüentemente, a renda das famílias através da geração de empregos diretos e indiretos. Pessoas que antes possuíam renda muito limitada, hoje se dedicam à produção e venda de frutos, tendo um negócio próprio, ou trabalham nas lavouras. Outros impactos positivos que podemos esperar da cultura, já comprovados em outras regiões produtoras mais tradicionais, são a redução dos índices de algumas enfermidades relacionadas ao baixo consumo de fibras e vitamina C na alimentação e a melhoria da escolaridade das pessoas, como conseqüência da melhoria da renda das famílias e da arrecadação dos municípios.